"Minha vida que não me ama, minha amada que não vai me amar: seduzo as duas." Kerouac
Escrever faz bem sabia? Mas não é para qualquer um não!
Escrever é como vomitar quando se está bêbado; olhar para o espelho com a cara embriagada, abraçar o vaso com todo o amor, sentir aquele aperto no estômago, tudo se contraindo, e aquele líquido ácido saindo de teu corpo.
Escrever é pegar esse vômito, tirar as gosmas excedentes, moldar o resto ácido, profundo, criar uma forma, um conteúdo, fazer uma escultura com o podre, com aquilo que veio de dentro... e talvez guardar.
Falar da dor, da solidão, do amor vivido ou até mesmo daquele que nunca irá acontecer fora da sua cabeça. Soltar o podre, o amargo, o sujo, a morte, o belo que se tornou feio; como eu.
Fui conhecê-los num final de noite; cervejas e violão. Raul, Cazuza, Pedra Letícia e Engenheiros.
Não senti nada além de tesão na primeira vez que vi, um irmão bobo o outro mais ainda. Altos papos: sexo, drogas e rock'n roll.
Alguns dias se passaram, os convidei para a minha sala de estar. A noite caiu, areia, alcool, sal, céu; quando o branco chegou, fomos a areia juntos: celular, carreira e canudo; BEIJOS. Casa, madrugada, outro irmão, sofá, pés esfregando, SEXO.
Assim começou a história: Me apaixonei.
Horrivel é quando percebe que ele é mais diferente de você do que imaginava. Que os papos de marola não fazem tanto sentido quando você está careta, quando você é careta!
Aquele amor idealizado que some, aquele fogo que começa a se apagar; aquilo que foi imaginado, planejado, sonhado; que não foi executado e se reduziu a pó.
Agora só resta esperar; ver como vai dar, no que vai dar!
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