Quinze anos, três filhos, próspero casamento e somente o sentimento de tristeza, é o que uma foto traz a ele. Mesmo assim, se sente insatisfeito, não por ainda poder ver a mulher que tanto ama, porque isso seria mentira, um pedaço de papel pintado não retorna sentimentos, mas pelo fato de seu estúdio lhe proporcionar calma. E a calma, que vem com a quietude, silêncio, combinado com a tristeza, pelo menos essa que a saudade causa, pois a solidão, no caso a que vem de um passado recente e ao mesmo tempo tão distante da sua vida, não se cura só com companhia, tristeza também se cura com solidão.
Por isso, sua ex mulher, se é que se pode dizer assim, é especial, porque a solidão que nele causa de um passado feliz e vivo, ela cura com um momento triste, morto, com sua última foto registrada antes de deixar uma vida tão bela se tornam um passado sem volta. Assim, a morte é passado, ela não traz nada ao presente; é o que o coração dele diz.
Por Bruno.
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